“... o sofrimento não é algo que possa ser domesticado.  

Ele respira junto connosco. Alimenta-se das nossas esperanças. Bebe os nossos sonhos, os nossos olhares e os nossos medos. 

Senta-se á mesa a ver-nos comer.  

Depois finge que não vê, mas nunca nos abandona. 

De vez em quando sussurra-nos qualquer coisa. Possui a voz mais doce do mundo, no entanto é uma cantilena que despedaça o coração. 

Não é possível esquecê-lo de todo. Ele aprende a esperar por nós. 

E adapta-se a nós, tal como uma criatura viva. Aprende a viver do nosso silêncio, voa no meio dos nossos pesadelos, escava na escuridão e cria raízes. Parece-se connosco mais do que ninguém.  

O sofrimento somos nós. 

 

Erin Doom

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